domingo, 2 de setembro de 2012

Vinhos Medicinais »» Receita para AMIGDALITE

(Ver em:)
http://medi-natur.blogspot.pt/2012/09/receita-para-amigdalite-vinhos.html

Como fazer o chá de tília


Contrariamente ao que muita gente faz, o que se deve aproveitar para o chá de tília são os apêndice que surgem junto às bagas da tília, após a floração, e não as folhas ou flores.



  •  Folhas de tília, bagas e apêndices florais.




  • Bagas e apêndices florais


Após a floração da tília, aparecem uns cachos de bagas e uns apêndices florais presos aos mesmos.

Deve separar-se o apêndice das bagas e desprezar as mesmas

Seguidamente colocar esses apêndices a secar em local seco e sem ser ao sol directo

Quando estiver bem seco devem-se partir grosseiramente os mesmos

http://jardimpomarhorta.blogspot.pt/

sábado, 1 de setembro de 2012

Mais um sábado de trabalho na horta




O dia de hoje foi dedicado a várias tarefas na horta e no jardim.
O tempo estava um pouco mais fresco facilitando um pouco o trabalho.
Comecei o dia na colheita de tomates e de feijões, a que se seguiu um pouco de jardinagem.




Desbastei as petúnias





Aparei e amarrei algumas trepadeiras





Apanhei algumas flores de corte para decorar a casa






De regresso à horta coloquei tutores nas beringelas


e nos pimenteiros.


Entre o bonito verde das folhas de milho 
As rosas crescem


mostram a sua beleza


e abrem-se em múltiplas pétalas 

Courgettes e abóboras coabitam em harmonia trepando pelas roseiras.

No Pomar as romãs vão ganhando coroas
e os diospiros vão querendo abandonar a cor verde.

As Gamboas e os Marmelos foram colhidos e o seu destino está traçado, marmelada, geleia e doce de marmelos cozidos será o seu fim.


Pela hora do calor, aproveitando a sombra junto aos viveiros, os cuidados recaíram sobre algumas pequenas árvores que ali crescem desde simples caroços.



Anona

Manga

Pera Abacate

O fim da tarde foi destinado à colheita de vários tipos de chá.
Tília

Erva Cidreira

Hipericão

Flor do Hiperição (que serve para o Chá)

Doce-Lima

Num jardim e horta nem tudo é agradável à vista, alguns insectos conseguem, criar sensações menos agradáveis, mas também eles desempenham um importante papel no equilíbrio orgânico das culturas

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A Origem das Açordas

Parece inquestionável que a açorda é uma dádiva da presença dos árabes pelas nossas terras. Parece também que a açorda é um prato de subsistência, provavelmente na sequência de crises alimentares. E a sua chegada até nós deve-se à sua facilidade de confecção e sobretudo à mistura simples de produtos de base. O pão foi sempre, e ainda é, um alimento estruturante da nossa alimentação.

Quando analisamos as fontes, receituário, da presença árabe na península encontramos muitas sopas às quais se adicionava pão esfarelado ou cortado grosseiramente. Parece ser esta a origem das açordas. No entanto quase só na zona sul do país assumimos a designação açorda. Este termo nunca aparece associado às sopas de pão que ainda hoje se confeccionam nas Beiras ou Trás-os-Montes.

E temos a grande variante da açorda, que já não é sopa, e que se transformou num prato de referência em Portugal. Ninguém abdica na zona costeira das variadas açordas de peixes e marisco.
No tratado de cozinha árabe, Kitâb-al-tabîj, dos séculos X e XI, de autor anónimo, encontramos a primeira designação de açorda. Noutro tratado, de Ibn Abd al-Ra’uf, também se refere a açorda, com a designação de Tarid [thari:d] ou Tarida, em árabe, que quer dizer pão migado, ao qual se junta alho, coentros e água quente.

Em consulta de dicionários de árabe encontramos ainda o termo Ath thurdâ, que significa sopa com pão.
Mas é no século XIII que nos surge o mais famoso tratado da época. Trata-se da obra “Fudalat al-Khiwan…” escrito por Ibn Razin Tujibi entre 1238 e 1266, e cujo título eu traduzo, a partir do francês, para “As Delícias da Mesa e os Melhores Tipos de Comida”. Neste livro há um capítulo dedicado às Panades (sopas com pão) logo de seguida ao capítulo do pão. Encontramos 25 receitas de Panades maioritariamente enriquecidas com carnes desde o frango ao capão, passando pelo pombo e borrego ou pelo cordeiro. Também aparecem três receitas de leite que terminam sempre com açúcar e canela pelo que deveriam pertencem ao grupo da doçaria. Curioso é de notar que já existia uma receita de Panade afrodisíaca.

Surpreendente é verificar, quando consultamos receituário contemporâneo dos países do Magrebe, não encontrar as famosas sopas com pão. Será pela alteração na fabricação do pão? E isto devido à influência francesa durante a primeira metade do século XX?
Parece, no entanto, que será desta prática de sopas com pão que nasceram, e se transformaram, as nossas açordas.

Como referi no início o pão, ainda hoje, é um elemento estruturante da nossa alimentação. E no passado o pão teria que ser consumido na sua totalidade pelo seu valor de apoio permanente ao consumo. A sua aplicação na sopa seria uma forma de utilizar o pão mais velho e mais seco. Seria a sua absorção integral.

Encontramos em Gil Vicente possivelmente a primeira designação de açorda, na Farsa dos Almocreves: “Tendes uma voz tão gorda/ que parece alifante/ depois de farto de açorda”. E ainda não havia os actuais conceitos de estética do corpo, que hoje temos!

Todos sabemos que as sopas eram pratos de importância e capazes de fazer uma refeição completa e o pão cumpria bem a missão de a fazer engrossar. A castanha tinha utilização regional e a batata ainda estava longe de aparecer.

No primeiro livro de cozinha impresso em Portugal, de Domingos Rodrigues, “A Arte de Cozinha…”, em 1680, é feita uma clara distinção entre caldos e sopas, sendo que estas eram sempre confeccionadas com pão, ou este adicionado no final. Algumas vezes, e seria designação corrente, chamavam sopas às fatias de pão sobre as quais se colocavam produtos cozinhados especialmente carnes. Também Domingos Rodrigues nos apresenta três sopas doces, sempre com pão e açúcar e canela.

No livro que em seguida se publicou em Portugal, de Lucas Rigaud, “Cozinheiro Moderno, ou Nova Arte de Cozinha…”, em 1780, e com uma preocupação mais elitista da cozinha e a tentativa de instalação da moda francesa, não deixa de referir várias sopas iniciando a confecção da maioria com a preparação do pão. É pois constante que a designação de sopa esteja sempre associada ao pão.

Não encontrei a palavra açorda nestes nossos primeiros dois livros. Será que o termo estava destinado às confecções domésticas?

Em 1876 publica João da Mata o seu “Arte de Cozinha” especialmente destinado aos profissionais. Encontramos aqui a açorda com bacalhau, uma sopa de pão à portuguesa e ainda outras sopas com pão. A açorda aqui receituada não é uma sopa mas uma açorda muito semelhante às que hoje encontramos. Este livro entra com facilidade no século XX e será o manual dos profissionais da época.
Mas é com Carlos Bento da Maia, edição de 1904, com o título “Tratado Completo de Cozinha e Copa”, que as açordas aparecem como confecção culinária e ilustradas com onze receitas, e fazendo bem a separação das muitas sopas com pão. Estamos na época do aparecimento de restaurantes, e a cozinha regional começa a evidenciar-se. Continua a haver, no entanto, um espírito de copiar a cozinha francesa dado que apenas esta é assumida como alta cozinha.

A presença da cozinha regional portuguesa, nos restaurantes, é assumidamente um acto positivo a partir dos anos 40. A imposição legal de nas Pousadas de Portugal, inauguradas a partir de 1942, ser obrigatoriamente servida cozinha regional, e projectadas como locais de elite, levou muitos restaurantes a seguir o seu exemplo. Em 1936 publica-se o livro “Culinária Portuguesa”, de António Maria de Oliveira Bello no qual é verdadeiramente feito o elogia e defesa da cozinha regional, onde são apresentadas sete receitas de açorda. Já mesmo autor tinha publicado no livro “Culinária”, 1928, uma receita de Açorda de Alhos à Portuguesa enquanto sopa à base de pão, sobre a qual se colocava ovos estrelados preparados à parte, ou ovos escalfados… Será a partir desta receita que nos aparece a “açorda à alentejana”, que enquanto açorda é a única sopa do nosso receituário regional?

Em 1940 publica-se o livro “Volúpia” de Albino Forjaz de Sampaio, e na minha opinião o primeiro livro de gastronomia em Portugal. O autor na sua descrição do Portugal Gastronómico lá refere a açorda, e apresenta mesmo uma receita em verso do poeta José Inácio de Araújo: “Açorda Portuguesa”, que classificada de invenção portuguesa, alimento fortificante e capaz de ter derrotado os mouros.
Mas qual é a realidade das açordas na cozinha portuguesa? Primeiro temos a açorda/sopa de que a Açorda Alentejana é o melhor exemplo. Depois a glorificação das açordas como prato completo e a imensa variedade de receituário desde o Douro, toda a costa atlântica com peixes e mariscos, da Beira ao Alentejo com o bacalhau, e o Alentejo com as carnes de porco e enchidos. Temos ainda o conceito de açorda como guarnição, ou complemento, de que saboreamos o excelente exemplo com sável e respectiva açorda de ovas. E teremos sempre açordas maravilhosas enquanto mantivermos a qualidade do nosso pão. Podem-se criar novas receitas, e mais inventivas. Pode molhar-se o pão com canja de galinha e misturar depois o marisco. O que não pode ser alterado é o nosso pão.


(C) Virgilio Nogueiro Gomes


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Um país onde a corrupção vai morrer inocente e o povo vai ser culpado



http://www.youtube.com/watch_popup?v=tJj0H5C-uhc



"Os Enfermeiros são o verdadeiro sangue da vida hospitalar" »» Francisco Moita Flores


Li a seguinte nota de Francisco Moita Flores e, com respeito pelos novos enfermeiros, com uma licenciatura real e não adquirida em apenas um ano, como alguns incompetentes do novo governo, que além de de impostores vigaristas ajudam a escravizar a digna profissão de enfermagem, não podia deixar de publicar a mesma.
"Os Enfermeiros são o verdadeiro sangue da vida hospitalar:
Leio e envergonho-me. Responsáveis da saúde conferiram a uma empresa privada a adjudicação de um contrato de fornecimento de enfermeiros. Assim, como se fornecessem salsichas para um refeitório. A empresa põe os enfermeiros a trabalhar... nos serviços de saúde e paga a cada um deles, por hora de trabalho, 3,95 euros à hora. Não sei quanto fica para a empresa a contratação por cabeça, mas seguramente o cansativo e diligente trabalho do intermediário terá que ficar com uma boa parte da remuneração contratada. No fundo, o que os serviços de saúde fizeram foi contratar intermediários. A 3,95 euros à hora estes subalugam escravos ou semi-escravos dependentes dessa miséria para sobreviverem.
Foi a doença e o hospital, que por várias vezes pontuaram a minha vida, que me fizeram conhecer a vida e o trabalho da enfermagem. As horas intermináveis de serviço, a atenção cuidada aos doentes, a capacidade de sorrir e animar um paciente mesmo quando o cansaço já se lhe adivinha nos olhos. A atenção profissional aos sinais clínicos, às campainhas, aos gemidos de dor, a insónia para que aqueles que cuidam possam descansar, os actos clínicos cautelosos, explicados, rigorosos, cumprindo-se enquanto profissionais e cidadãos. São a parte mais decisiva de toda a organização do sistema de saúde. Nas suas mãos morrem muitos. Das suas mãos renascem para a vida muitos mais, enquanto o médico chega ou não chega. São o verdadeiro sangue da vida hospitalar. O apoio primeiro. O primeiro olhar. E, por vezes, a última palavra. São homens e mulheres com as mãos mergulhadas na dimensão maior da sua existência, reparando, tratando, cuidando de doentes, de convalescentes, de moribundos. Nunca lhesagradeceremos tudo aquilo que merecem, centrado que está o olhar nasdecisões do médico. Mas são a essência das nossas expectativas desobrevivência quando nos confrontamos com a doença. Pagar-lhes 3,95euros à hora não é apenas tratá-los mal. É sujeitá-los à humilhação eà miséria. É transformar seres humanos, superiormente qualificados, emindigentes a quem se dá a esmola para que não morram de fome. É umavergonha que os envergonha e nos envergonha. É um País não terrespeito por si próprio embora esteja de braços abertos aointermediário. Aos parasitas. Um estado que permite isto deveria serpago à vergastada."
Será que mais uma voz?mexe as consciências do Governo da Nação?
Francisco Moita Flores